segunda-feira, 10 de maio de 2010

Programa sobre Wilson Batista


“De chapéu de lado, tamanco arrastando, lenço no pescoço e navalha no bolso”, este malandro provocou muitos desafios, inclusive um bem famoso, talvez o mais conhecido, com o grande poeta da Vila Noel Rosa.
Wilson Batista era da cidade de Campos, mas foi para o Rio tentar a sorte. Passou enormes dificuldade, pois não conseguia se fixar em um emprego. Queria mesmo era fazer sambas. Frequentou o Mangue, reduto da prostituição, dos bares e cassinos. Fez amizades e fama na Lapa; lá vendeu muitos sambas. Conheceu toda a malandragem daqueles anos 30, como Ataulfo, Nássara, Geraldo Pereira e muitos outros. Autor de sambas antológicos como "Lenço no pescoço"(que iniciou o embate de sambas com Noel), "Acertei no milhar" (uma parceria com Geraldo Pereira que fez sucesso na voz de Moreira da Silva), "Chico Brito" (o pedreiro valente que fumava uma erva do norte) e muitos, muitos outros bons sambas.

Infelizmente, Wilson Batista morreu cedo - 55 anos, devido à intensa boemia: Wilson era capaz de ficar três dias sem voltar para o lar. A insistência do amigo Ricardo Cravo Albin para que gravasse o seu depoimento ao MIS não foi o suficiente para convencê-lo: Wilson já estava desabilitado e foi relutante, pois adimitia não ter mais voz para contar tudo o que queria. Realmente uma pena... Wilson era fascinante, por isso não poderíamos deixar de prestar essa singela homenagem à obra desse grande sambista.

Confira os 4 blocos do programa:
Bloco 1


Bloco 2


Bloco 3


Bloco 4




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