domingo, 20 de fevereiro de 2011

Programa em homenagem a Sinhô, Donga e João da Bahiana

SINHÔ
"Manuel Bandeira, em "Crônicas da província do Brasil", assim escreveu: "...o que há de mais povo e de mais carioca tinha em Sinhô a sua personificação mais típica, mais genuína e mais profunda". Foi o compositor mais popular da segunda década do século XX. Seu nome está profundamente ligado ao nascimento do gênero samba, no Rio de Janeiro daqueles anos, do qual foi um dos pioneiros e importante fixador. Sua contribuição para a música carnavalesca é, segundo seu biógrafo Edigar Alencar, "magnífica". Além disso, foi importante figura na história do teatro musicado do Rio de Janeiro, sendo pioneiro ao compor sambas para várias "revistas", gênero de teatro muito popular no Brasil desde o século XVIII. Grande cronista da vida urbana e política da capital do país, teve o mérito de estabelecer a ponte entre a cultura popular e as classes média e alta da sociedade carioca. "*

Bloco 1

Bloco 2



DONGA
"Em 1940, Leopoldo Stokowski solicitou a Villa-Lobos que selecionasse e reunisse os mais representativos artistas de música popular brasileira, para gravação de músicas destinadas ao Congresso Pan-Americano de Folclore. Villa-Lobos incluiu no grupo escolhido a nata dos verdadeiros criadores nacionais de música: Pixinguinha, Donga, Cartola, João da Baiana e Zé Espinguela. As gravações realizaram-se na noite de 7 para 8 de agosto de 1940, a bordo do navio Uruguai atracado no Armazém 4. Foram registradas quarenta músicas, e dessas quarenta apenas dezesseis chegaram ao disco, reproduzidas nos Estados Unidos em dois álbuns de quatro fonogramas cada um, sob o título "Columbia presents " Native Brazilian Music" Leopold Stokowski". Nove composições de sua autoria foram selecionadas: "Cantiga de festa", "Macumba de Oxóssi", "Macumba de Iansã", o samba "Seu Mané Luís", as toadas "Passarinho bateu asas" e "Ranchinho desfeito", o "Pelo telefone" "Bambo do bambu" e "Que querê". "*

Bloco 3



JOÃO DA BAHIANA
"Foi o responsável pela introdução do pandeiro no samba. Segundo depoimento prestado ao M.I.S. " na época o pandeiro era só usado em orquestras. No samba quem introduziu fui eu mesmo. Isto mais ou menos quando eu tinha oito anos de idade e era Porta-machado no "Dois de Ouro" e no "Pedra do Sal". Até então nas agremiações só tinha tamborim e assim mesmo era tamborim grande e de cabo. O pandeiro não era igual ao atual. O dessa época era bem maior"."*

Bloco 4


*os textos sobre os três autores foram retirados do dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Programa dedicado a Pixinguinha


Pixinguinha teve treze irmãos. Seu pai, o segundo homem de sua mãe, era músico amador nas horas vagas e costumava promover com freqüência em sua casa reuniões com músicos chorões. Alfredo da Rocha Vianna não só herdou o nome do pai como potencializou o gosto pela música.

Aprendeu cavaquinho com os irmãos mais velhos e, com cerca de onze anos, compôs sua primeira musica – o choro “Lata de Leite”, em 1908. Seu pai, sujeito generoso, abrigou amigos em dificuldade na “Pensão Vianna, um casarão com oito quartos, quatro salas e um enorme quintal” no bairro do Catumbi, Rio de Janeiro. Irineu Batina habitou esse casarão e foi o grande mentor de Pixinguinha.

O talento do menino foi revelado e seu pai não poupou esforços. Comprou-lhe diretamente da Itália uma flauta de prata, a mais famosa da época, feita só por encomenda. Com quatorze anos, Pixinguinha já se apresentava profissionalmente em bares e casas de espetáculos. Cairia mais tarde nas graças da burguesia francesa, sendo principal integrante do primeiro conjunto musical negro do Brasil a se apresentar na Europa, após a Abolição – os Oito Batutas ou Les Batutas, como ficaram internacionalmente conhecidos.

Bloco 1





Bloco 2





Bloco 3





Bloco 4



segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Programa sobre Clementina de Jesus e Dona Ivone Lara

Clementina de Jesus

Foi ainda bem pequena, acompanhando sua mãe, uma humilde lavadeira de Jacarepaguá, que Clementina conheceu o som da música. Sua mãe, debruçada sobre as pilhas de roupas em um riacho, cantava os cantos do trabalho, os corimás, os jongos e lundus, herança africana de que Clementina nunca mais esqueceu.
Trabalhou como empregada doméstica nas casas de famílias abastadas do Rio de Janeiro durante a maior parte de sua vida. Foi somente em 1964, quando a preta velha já contava 62 anos, que o produtor musical e compositor Hermínio Bello de Carvalho, depois de ouvi-la em casas do Rio, resolveu convidá-la a participar do grande espetáculo Rosa de Ouro, ao lado de Aracy Cortes, do teatro de revista, e de sambistas da principais escolas do Rio. Os espetáculos foram um sucesso. Todos se impressionaram com a presença de palco de Clementina.
Ganhou o respeito que tanto mereceu. Depois de ter passado tanto tempo incógnita como doméstica, lavando a roupa e limpando a sujeira de uma elite que pouco legado deixou para a cultura popular brasileira.
Bloco 1


Bloco 2







Dona Ivone Lara

A matrona do samba está com 89 anos e, pasmem, continua fazendo shows. Claro que agora ela está bem mais magrinha, com uns óculos de grau enormes e com dificuldades para se movimentar e também cantar. Mas essa senhora tem muita história dentro dentro de si. Ter a graça de sua presença em qualquer show já é uma benção enorme.
Dona Ivone foi a homenageada do último prêmio da música popular brasileira (antigo Tim da musica popular). Sua importância na MPB é enorme, e foi por isso que a homenageamos neste programa, juntamente com Clementina de Jesus.
Teve aulas com a mulher do maestro Villa-Lobos, mas não foi na música erudita que Dona Ivone quis enveredar. Dedicou-se ao Império Serrano, escola que ajudou a fundar juntamente com seu primo Mestre Fuleiro, sendo a primeira mulher a compor um samba-enredo para um carnaval, em 1947.
Bloco 3

Bloco 4

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Programa sobre Adoniran Barbosa


Que paulistano nao o conhece? A familia de imigrantes italianos veio de Veneza e construiu a vida em Valinhos, interior de SP. João (o nome artístico Adoniran só incorporaria em 1933) era o sétimo filho da família. Nasceu em 1912, mas, para poder começar logo o trabalho, a data do nascimento foi antecipada em dois anos. Com 22, foi para São Paulo. Já fazia seus sambinhas, então foi tentar aparecer como cantor em um programa de calouros da Rádio Cruzeiro do Sul. No programa, levou gongadas com o samba "Filosofia", de Noel, mas conseguiu, depois da insistência, cantar o samba ate o fim.

Depois disso Adoniran soube o que queria para sua vida e aí nao largou mais do rádio. Cantou em regionais, embalou o povo com as marchinhas de carnavais e provocou risos como radiator, carreira de prestígio na época.

Saiba mais historias de João Rubinato, o eterno Adoniran Barbosa, nos blocos a seguir:

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Programa sobre Ary Barroso



Ary Barroso foi um dos maiores compositores da música popular brasileira. Dono de mais de 1000 composições, este gênio além de pianista arranjador, também foi locutor esportivo e teve um programa de auditório na Rádio Tupi, no qual chamava calouros para cantar músicas brasileiras principalmente - Ary foi sempre preocupado em preservar na memória e no gosto popular a música do nosso país. Foi ele quem criou o samba-exaltação, consagrado na universal "Aquarela do Brasil", e que depois se tornou corrente para exaltar as escolas e os morros cariocas. Ary chegou a ser também vereador. Graças a ele o Maracanã está onde está.

Separamos o melhor dele. As canções nas versões do baiano João Gilberto são de arrepiar. Vale a pena conferir!

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Programa sobre Wilson Batista


“De chapéu de lado, tamanco arrastando, lenço no pescoço e navalha no bolso”, este malandro provocou muitos desafios, inclusive um bem famoso, talvez o mais conhecido, com o grande poeta da Vila Noel Rosa.
Wilson Batista era da cidade de Campos, mas foi para o Rio tentar a sorte. Passou enormes dificuldade, pois não conseguia se fixar em um emprego. Queria mesmo era fazer sambas. Frequentou o Mangue, reduto da prostituição, dos bares e cassinos. Fez amizades e fama na Lapa; lá vendeu muitos sambas. Conheceu toda a malandragem daqueles anos 30, como Ataulfo, Nássara, Geraldo Pereira e muitos outros. Autor de sambas antológicos como "Lenço no pescoço"(que iniciou o embate de sambas com Noel), "Acertei no milhar" (uma parceria com Geraldo Pereira que fez sucesso na voz de Moreira da Silva), "Chico Brito" (o pedreiro valente que fumava uma erva do norte) e muitos, muitos outros bons sambas.

Infelizmente, Wilson Batista morreu cedo - 55 anos, devido à intensa boemia: Wilson era capaz de ficar três dias sem voltar para o lar. A insistência do amigo Ricardo Cravo Albin para que gravasse o seu depoimento ao MIS não foi o suficiente para convencê-lo: Wilson já estava desabilitado e foi relutante, pois adimitia não ter mais voz para contar tudo o que queria. Realmente uma pena... Wilson era fascinante, por isso não poderíamos deixar de prestar essa singela homenagem à obra desse grande sambista.

Confira os 4 blocos do programa:
Bloco 1


Bloco 2


Bloco 3


Bloco 4




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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Programa sobre Geraldo Pereira


Geraldo Theodoro Pereira é o pai do samba sincopado. Mineiro, de Juiz de Fora, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1930, com apenas 12 anos, sob os cuidados do seu irmaõ mais velho, que já residia no Morro de Mangueira. Estudou em um colégio na Vila Isabel, onde conheceu Buci Moreira e Padeirinho, também futuros sambistas.

O malandro de Mangueira teve empregos peculiares: soprador de vidros e motorista de caminhão da limpeza urbana. As primeiras rodas de samba que frequentou foram as na casa de Alfredo Português, em Mangueira. Aprendeu o violão com o mestre Cartola e com Aluísio Dias.

Boêmio, o mulato, muito forte, não levava desaforo para casa. Mas certo dia comprou uma briga maior do que o seu cacife podia pagar. Foi com Madame Satã, um negro de quase 2 metros de altura, maior que Geraldo, que, depois da briga, foi parar no hospital; dias depois veio a falecer, nos braços de Ciro Monteiro, seu maior amigo, de hemorragia intestinal, aos 37 anos.

Geraldo Pereira compôs um repertório de cerca de 80 cancões. Alguns de seus parceiros foram Moreira da Silva, Elpídio Viana, Wilson Batista e Jorge de Castro. Notabilizou-se através de Ciro Monteiro com a gravação de "O bonde de São Januário", uma parceria com Wilson Batista. O mestre João Gilberto é um de seus mais expressivos intépretes; gravou vários de seus sambas, sendo "Falsa Baiana" a mais reconhecida.

A seguir 0s 4 blocos do programa sobre Geraldo Pereira:
Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

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