quarta-feira, 19 de maio de 2010

Programa sobre Adoniran Barbosa


Que paulistano nao o conhece? A familia de imigrantes italianos veio de Veneza e construiu a vida em Valinhos, interior de SP. João (o nome artístico Adoniran só incorporaria em 1933) era o sétimo filho da família. Nasceu em 1912, mas, para poder começar logo o trabalho, a data do nascimento foi antecipada em dois anos. Com 22, foi para São Paulo. Já fazia seus sambinhas, então foi tentar aparecer como cantor em um programa de calouros da Rádio Cruzeiro do Sul. No programa, levou gongadas com o samba "Filosofia", de Noel, mas conseguiu, depois da insistência, cantar o samba ate o fim.

Depois disso Adoniran soube o que queria para sua vida e aí nao largou mais do rádio. Cantou em regionais, embalou o povo com as marchinhas de carnavais e provocou risos como radiator, carreira de prestígio na época.

Saiba mais historias de João Rubinato, o eterno Adoniran Barbosa, nos blocos a seguir:

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Programa sobre Ary Barroso



Ary Barroso foi um dos maiores compositores da música popular brasileira. Dono de mais de 1000 composições, este gênio além de pianista arranjador, também foi locutor esportivo e teve um programa de auditório na Rádio Tupi, no qual chamava calouros para cantar músicas brasileiras principalmente - Ary foi sempre preocupado em preservar na memória e no gosto popular a música do nosso país. Foi ele quem criou o samba-exaltação, consagrado na universal "Aquarela do Brasil", e que depois se tornou corrente para exaltar as escolas e os morros cariocas. Ary chegou a ser também vereador. Graças a ele o Maracanã está onde está.

Separamos o melhor dele. As canções nas versões do baiano João Gilberto são de arrepiar. Vale a pena conferir!

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Programa sobre Wilson Batista


“De chapéu de lado, tamanco arrastando, lenço no pescoço e navalha no bolso”, este malandro provocou muitos desafios, inclusive um bem famoso, talvez o mais conhecido, com o grande poeta da Vila Noel Rosa.
Wilson Batista era da cidade de Campos, mas foi para o Rio tentar a sorte. Passou enormes dificuldade, pois não conseguia se fixar em um emprego. Queria mesmo era fazer sambas. Frequentou o Mangue, reduto da prostituição, dos bares e cassinos. Fez amizades e fama na Lapa; lá vendeu muitos sambas. Conheceu toda a malandragem daqueles anos 30, como Ataulfo, Nássara, Geraldo Pereira e muitos outros. Autor de sambas antológicos como "Lenço no pescoço"(que iniciou o embate de sambas com Noel), "Acertei no milhar" (uma parceria com Geraldo Pereira que fez sucesso na voz de Moreira da Silva), "Chico Brito" (o pedreiro valente que fumava uma erva do norte) e muitos, muitos outros bons sambas.

Infelizmente, Wilson Batista morreu cedo - 55 anos, devido à intensa boemia: Wilson era capaz de ficar três dias sem voltar para o lar. A insistência do amigo Ricardo Cravo Albin para que gravasse o seu depoimento ao MIS não foi o suficiente para convencê-lo: Wilson já estava desabilitado e foi relutante, pois adimitia não ter mais voz para contar tudo o que queria. Realmente uma pena... Wilson era fascinante, por isso não poderíamos deixar de prestar essa singela homenagem à obra desse grande sambista.

Confira os 4 blocos do programa:
Bloco 1


Bloco 2


Bloco 3


Bloco 4




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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Programa sobre Geraldo Pereira


Geraldo Theodoro Pereira é o pai do samba sincopado. Mineiro, de Juiz de Fora, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1930, com apenas 12 anos, sob os cuidados do seu irmaõ mais velho, que já residia no Morro de Mangueira. Estudou em um colégio na Vila Isabel, onde conheceu Buci Moreira e Padeirinho, também futuros sambistas.

O malandro de Mangueira teve empregos peculiares: soprador de vidros e motorista de caminhão da limpeza urbana. As primeiras rodas de samba que frequentou foram as na casa de Alfredo Português, em Mangueira. Aprendeu o violão com o mestre Cartola e com Aluísio Dias.

Boêmio, o mulato, muito forte, não levava desaforo para casa. Mas certo dia comprou uma briga maior do que o seu cacife podia pagar. Foi com Madame Satã, um negro de quase 2 metros de altura, maior que Geraldo, que, depois da briga, foi parar no hospital; dias depois veio a falecer, nos braços de Ciro Monteiro, seu maior amigo, de hemorragia intestinal, aos 37 anos.

Geraldo Pereira compôs um repertório de cerca de 80 cancões. Alguns de seus parceiros foram Moreira da Silva, Elpídio Viana, Wilson Batista e Jorge de Castro. Notabilizou-se através de Ciro Monteiro com a gravação de "O bonde de São Januário", uma parceria com Wilson Batista. O mestre João Gilberto é um de seus mais expressivos intépretes; gravou vários de seus sambas, sendo "Falsa Baiana" a mais reconhecida.

A seguir 0s 4 blocos do programa sobre Geraldo Pereira:
Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

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terça-feira, 4 de maio de 2010

Programa sobre Zé Kéti



José Flores de Jesus foi um tremendo sambista da Portela. Autor de grandes clássicos como "A voz do morro", "Diz que fui por aí", "Acender as velas", "Opinião" e tantos outros sambas belíssimos.

Nasceu no bairro de Inhaúma, no Rio, em 16 de setembro de 1921 - faleceu em 1999, também no Rio. Cantou em seus sambas as favelas, a malandragem e seus amores. Conviveu com toda a nata da malandragem e da boemia carioca. Um compositor que jamais poderá ser esquecido.

Bloco 1:



Bloco 2:



Bloco 3:



Bloco 4:



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