
Geraldo Theodoro Pereira é o pai do samba sincopado. Mineiro, de Juiz de Fora, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1930, com apenas 12 anos, sob os cuidados do seu irmaõ mais velho, que já residia no Morro de Mangueira. Estudou em um colégio na Vila Isabel, onde conheceu Buci Moreira e Padeirinho, também futuros sambistas.
O malandro de Mangueira teve empregos peculiares: soprador de vidros e motorista de caminhão da limpeza urbana. As primeiras rodas de samba que frequentou foram as na casa de Alfredo Português, em Mangueira. Aprendeu o violão com o mestre Cartola e com Aluísio Dias.
Boêmio, o mulato, muito forte, não levava desaforo para casa. Mas certo dia comprou uma briga maior do que o seu cacife podia pagar. Foi com Madame Satã, um negro de quase 2 metros de altura, maior que Geraldo, que, depois da briga, foi parar no hospital; dias depois veio a falecer, nos braços de Ciro Monteiro, seu maior amigo, de hemorragia intestinal, aos 37 anos.
Geraldo Pereira compôs um repertório de cerca de 80 cancões. Alguns de seus parceiros foram Moreira da Silva, Elpídio Viana, Wilson Batista e Jorge de Castro. Notabilizou-se através de Ciro Monteiro com a gravação de "O bonde de São Januário", uma parceria com Wilson Batista. O mestre João Gilberto é um de seus mais expressivos intépretes; gravou vários de seus sambas, sendo "Falsa Baiana" a mais reconhecida.
A seguir 0s 4 blocos do programa sobre Geraldo Pereira:
Bloco 1
Bloco 2
Bloco 3
Bloco 4
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