segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Programa sobre Clementina de Jesus e Dona Ivone Lara

Clementina de Jesus

Foi ainda bem pequena, acompanhando sua mãe, uma humilde lavadeira de Jacarepaguá, que Clementina conheceu o som da música. Sua mãe, debruçada sobre as pilhas de roupas em um riacho, cantava os cantos do trabalho, os corimás, os jongos e lundus, herança africana de que Clementina nunca mais esqueceu.
Trabalhou como empregada doméstica nas casas de famílias abastadas do Rio de Janeiro durante a maior parte de sua vida. Foi somente em 1964, quando a preta velha já contava 62 anos, que o produtor musical e compositor Hermínio Bello de Carvalho, depois de ouvi-la em casas do Rio, resolveu convidá-la a participar do grande espetáculo Rosa de Ouro, ao lado de Aracy Cortes, do teatro de revista, e de sambistas da principais escolas do Rio. Os espetáculos foram um sucesso. Todos se impressionaram com a presença de palco de Clementina.
Ganhou o respeito que tanto mereceu. Depois de ter passado tanto tempo incógnita como doméstica, lavando a roupa e limpando a sujeira de uma elite que pouco legado deixou para a cultura popular brasileira.
Bloco 1


Bloco 2







Dona Ivone Lara

A matrona do samba está com 89 anos e, pasmem, continua fazendo shows. Claro que agora ela está bem mais magrinha, com uns óculos de grau enormes e com dificuldades para se movimentar e também cantar. Mas essa senhora tem muita história dentro dentro de si. Ter a graça de sua presença em qualquer show já é uma benção enorme.
Dona Ivone foi a homenageada do último prêmio da música popular brasileira (antigo Tim da musica popular). Sua importância na MPB é enorme, e foi por isso que a homenageamos neste programa, juntamente com Clementina de Jesus.
Teve aulas com a mulher do maestro Villa-Lobos, mas não foi na música erudita que Dona Ivone quis enveredar. Dedicou-se ao Império Serrano, escola que ajudou a fundar juntamente com seu primo Mestre Fuleiro, sendo a primeira mulher a compor um samba-enredo para um carnaval, em 1947.
Bloco 3

Bloco 4

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Programa sobre Adoniran Barbosa


Que paulistano nao o conhece? A familia de imigrantes italianos veio de Veneza e construiu a vida em Valinhos, interior de SP. João (o nome artístico Adoniran só incorporaria em 1933) era o sétimo filho da família. Nasceu em 1912, mas, para poder começar logo o trabalho, a data do nascimento foi antecipada em dois anos. Com 22, foi para São Paulo. Já fazia seus sambinhas, então foi tentar aparecer como cantor em um programa de calouros da Rádio Cruzeiro do Sul. No programa, levou gongadas com o samba "Filosofia", de Noel, mas conseguiu, depois da insistência, cantar o samba ate o fim.

Depois disso Adoniran soube o que queria para sua vida e aí nao largou mais do rádio. Cantou em regionais, embalou o povo com as marchinhas de carnavais e provocou risos como radiator, carreira de prestígio na época.

Saiba mais historias de João Rubinato, o eterno Adoniran Barbosa, nos blocos a seguir:

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Programa sobre Ary Barroso



Ary Barroso foi um dos maiores compositores da música popular brasileira. Dono de mais de 1000 composições, este gênio além de pianista arranjador, também foi locutor esportivo e teve um programa de auditório na Rádio Tupi, no qual chamava calouros para cantar músicas brasileiras principalmente - Ary foi sempre preocupado em preservar na memória e no gosto popular a música do nosso país. Foi ele quem criou o samba-exaltação, consagrado na universal "Aquarela do Brasil", e que depois se tornou corrente para exaltar as escolas e os morros cariocas. Ary chegou a ser também vereador. Graças a ele o Maracanã está onde está.

Separamos o melhor dele. As canções nas versões do baiano João Gilberto são de arrepiar. Vale a pena conferir!

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Programa sobre Wilson Batista


“De chapéu de lado, tamanco arrastando, lenço no pescoço e navalha no bolso”, este malandro provocou muitos desafios, inclusive um bem famoso, talvez o mais conhecido, com o grande poeta da Vila Noel Rosa.
Wilson Batista era da cidade de Campos, mas foi para o Rio tentar a sorte. Passou enormes dificuldade, pois não conseguia se fixar em um emprego. Queria mesmo era fazer sambas. Frequentou o Mangue, reduto da prostituição, dos bares e cassinos. Fez amizades e fama na Lapa; lá vendeu muitos sambas. Conheceu toda a malandragem daqueles anos 30, como Ataulfo, Nássara, Geraldo Pereira e muitos outros. Autor de sambas antológicos como "Lenço no pescoço"(que iniciou o embate de sambas com Noel), "Acertei no milhar" (uma parceria com Geraldo Pereira que fez sucesso na voz de Moreira da Silva), "Chico Brito" (o pedreiro valente que fumava uma erva do norte) e muitos, muitos outros bons sambas.

Infelizmente, Wilson Batista morreu cedo - 55 anos, devido à intensa boemia: Wilson era capaz de ficar três dias sem voltar para o lar. A insistência do amigo Ricardo Cravo Albin para que gravasse o seu depoimento ao MIS não foi o suficiente para convencê-lo: Wilson já estava desabilitado e foi relutante, pois adimitia não ter mais voz para contar tudo o que queria. Realmente uma pena... Wilson era fascinante, por isso não poderíamos deixar de prestar essa singela homenagem à obra desse grande sambista.

Confira os 4 blocos do programa:
Bloco 1


Bloco 2


Bloco 3


Bloco 4




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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Programa sobre Geraldo Pereira


Geraldo Theodoro Pereira é o pai do samba sincopado. Mineiro, de Juiz de Fora, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1930, com apenas 12 anos, sob os cuidados do seu irmaõ mais velho, que já residia no Morro de Mangueira. Estudou em um colégio na Vila Isabel, onde conheceu Buci Moreira e Padeirinho, também futuros sambistas.

O malandro de Mangueira teve empregos peculiares: soprador de vidros e motorista de caminhão da limpeza urbana. As primeiras rodas de samba que frequentou foram as na casa de Alfredo Português, em Mangueira. Aprendeu o violão com o mestre Cartola e com Aluísio Dias.

Boêmio, o mulato, muito forte, não levava desaforo para casa. Mas certo dia comprou uma briga maior do que o seu cacife podia pagar. Foi com Madame Satã, um negro de quase 2 metros de altura, maior que Geraldo, que, depois da briga, foi parar no hospital; dias depois veio a falecer, nos braços de Ciro Monteiro, seu maior amigo, de hemorragia intestinal, aos 37 anos.

Geraldo Pereira compôs um repertório de cerca de 80 cancões. Alguns de seus parceiros foram Moreira da Silva, Elpídio Viana, Wilson Batista e Jorge de Castro. Notabilizou-se através de Ciro Monteiro com a gravação de "O bonde de São Januário", uma parceria com Wilson Batista. O mestre João Gilberto é um de seus mais expressivos intépretes; gravou vários de seus sambas, sendo "Falsa Baiana" a mais reconhecida.

A seguir 0s 4 blocos do programa sobre Geraldo Pereira:
Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4

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terça-feira, 4 de maio de 2010

Programa sobre Zé Kéti



José Flores de Jesus foi um tremendo sambista da Portela. Autor de grandes clássicos como "A voz do morro", "Diz que fui por aí", "Acender as velas", "Opinião" e tantos outros sambas belíssimos.

Nasceu no bairro de Inhaúma, no Rio, em 16 de setembro de 1921 - faleceu em 1999, também no Rio. Cantou em seus sambas as favelas, a malandragem e seus amores. Conviveu com toda a nata da malandragem e da boemia carioca. Um compositor que jamais poderá ser esquecido.

Bloco 1:



Bloco 2:



Bloco 3:



Bloco 4:



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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Programa sobre Lupicínio Rodrigues



O porto-alegrense nasceu em setembro de 1914 -morreu em 1974. É o criador da conhecida expressão dor-de-cotovelo. A maioria de seus sambas trata de ciúmes, traição e solidão. Lupicínio teve um estilo único de compor. Muitos críticos inclusive não sabem se o enquadram como um sambista tradicional, em virtude de sua lírica diferenciada, que dava trabalho para os músicos criarem arranjos para as suas melodias elaboradas. Sambista tradicional ou não, Lupe - como também era conhedico - foi sem somba de dúvida um dos maiores - senão o maior - poetas do cancioneiro popular.

Bloco 1:

Bloco 2:

Bloco 3:

Bloco 4:

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Programa sobre Ismael Silva




Ismael junto com sua turma, os malandros do Estácio de Sá, foram os grandes responsáveis por darem uma nova roupagem ao samba, que deixou aquele ritmo de bolero, com letras românticas, para um ritmo muito mais vibrante, com a força da percussão e letras sobre o universo daqueles novos bambas. Noel Rosa bebeu muito dessa fonte. Cartola também.

Foi ele quem criou o conceito de escolas de samba e, consequentemente, a primeira: a Deixa Falar, no Estácio de Sá.

Você vai saber tudo isso e muito mais de Ismael aqui. Vai conferir uma boa seleção de sambas desse malandro, como por exemplo "Adeus", na versão do poeta Vinícius de Moares e Toquinho.

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4


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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Programa sobre Ataulfo Alves


O mineiro da pacata Miraí, sobre a qual dedicou alguns sambas, foi o homenageado desta vez. Ainda jovem Ataulfo decide abraçar a oportunidade de emigrar para o Rio de Janeiro, acompanhado de um médico da cidadezinha, amigo da família de Ataulfo, que ia se transferir para o Rio. Lá, o jovem deu duro e chegou ao digno oficío de prático de farmácia.

Mas, como bom músico, depois do expediente Ataulfo era quem promovia as rodas de samba. Com 19 anos já tinha uma vida resolvida: formou um conjunto - que posteriormente seria denominado Ataulfo e suas pastoras -; também já estava se casando; e já conhecia Carmen Miranda - antes dela se tornar o mito que é hoje.

Você vai saber aqui isso e mais do melhor do General do Samba, designação que pegou na época de ouro das rádios. "Ai, que saudades da Amélia", "Errei, erramos", "Lenço Branco", "Minha Infância", "Na cadência do samba" e muitos outros sucessos que deram prêmios e prêmios a Ataulfo, ganhando reconhecimento até de Juscelino Kubitschek.

Confira abaixo os quatro blocos do programa:

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4


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quarta-feira, 31 de março de 2010

Programa sobre Cartola




Durante boa parte de sua vida Cartola não sabia que seu verdadeiro nome era Angenor de Oliveira - e não Agenor, como se declarava. O apelido Cartola veio da época em que era servente de pedreiro, quando usava um chapeuzinho coco para não sujar a cabeça. Você vai descobrir aqui todas essas curiosidades sobre sua vida; também vai entender que Cartola não viveu uma vida só de alegrias e que se não fosse um certo jornalista em Ipanema, talvez nunca teríamos a oportunidade de botar um disco do dono da Mangueira na vitrola.


Ouça abaixo os quatro blocos

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4


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Programa sobre Nelson Cavaquinho




Neste programa, uma homenagem ao grande Nelson Cavaquinho, o boêmio que amarrava seu cavalo da patrulha policial num poste e se sentava para beber nos bares dos morros cariocas. Nelson não fez sambas alegres - exceto os que fez para o morro de mangueira. Não dava a mínima para a fama; só gravou discos depois de velho; o que realmente interessava para esse mangueirense era cantar a sua tristeza, a solidão, a melancolia... na calçada de algum botequim... para quem quisesse ouvi-lo: bêbados, maltrapilhos, um simples operário de passagem, prostitutas da noite, jornalistas apreciadores da música popular ou gente fina. Nelson era sempre Nelson.

Ouça abaixo os quatro blocos:

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4


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segunda-feira, 29 de março de 2010

Programa sobre Noel Rosa


A estreia foi de peso - e responsabilidade. Noel de Medeiros Rosa. Ele até que tentou estudar medicina, mas percebeu que sua vida era mesmo fazer samba. Poeta absoluto das ruas, compôs 276 sambas no curto espaço de seis anos - Noel morreu com 26. Nunca na história da música popular brasileira um compositor produziu tanto em tão pouco tempo. Noel não tinha dificuldade alguma para compor; é fácil identificar seus sambas somente pela espontaneidade das letras.

Ouça abaixo os quatro blocos do programa:

Bloco 1

Bloco 2

Bloco 3

Bloco 4


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Esperamos que tenham gostado!